lamber o azul
dos seus ombros
na tarde que cai
sobre os nossos
horizontes
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
manual de
me perdi na esbórnia azulada de são paulo. com pó xadrez, para ser bem barato. brincar de eternidade às quartas-feiras - e depois às quintas, só para não esquecer. repetir as janelas horizontais da cidade que inunda. cruzar a ipiranga devagarzinho, dando a mão para caetano (os sonhos nunca são originais, babe). ah, como existe horizonte nos olhos que madrugam.
domingo, 4 de dezembro de 2011
minha fúria odiosa já tá na agulha, me repete karina. e um dia, poderosa, poderá dizer que acha tudo muito pouco - eu achei tudo muito pouco. eu mendiguei seu amor demais. por tempo demais. você amou um espelho, eu queria a terra, cheia de luzes. não era para ser, nunca foi. talvez, um dia, você consiga enxergar.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
seria como dançar para trás:
esmiuçar os dias
a fim de contar nos dedos
os fios de histórias
que caem
pelos teus cabelos
seria
- antes
como bailar por entre
os vãos
abrindo,
com os dentes
abismos em que caibam
as tuas saias
e seria
- por fim
como afogar-se em anil
restando somente aos teus calcanhares
os saltos,
bem como
os pulos.
esmiuçar os dias
a fim de contar nos dedos
os fios de histórias
que caem
pelos teus cabelos
seria
- antes
como bailar por entre
os vãos
abrindo,
com os dentes
abismos em que caibam
as tuas saias
e seria
- por fim
como afogar-se em anil
restando somente aos teus calcanhares
os saltos,
bem como
os pulos.
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