sob palavras, vejo-te
corpo exposto
à mesa
cobrimos de vidro
e sal
chamamos casa
nos inundamos de
mar
entretanto, luz.
****
esqueço-me da noite quando em ti
percorro a casa vazia
a te procurar
atenta aos sinais mais absurdos
às obsessões clandestinas que
nos uniram quando
do instante
os braços doem.
decido parar de contar
gaivotas.
depois paro e penso
(no teu mar)
****
sintoma das gaivotas
das ondas,
a inevitável diferença entre
o assombro
e a sublime experiência
do infinito.
carrego de instante os bolsos
as mãos trafegam, não
sem ardor, pelas linhas
do teu mar
agora, observe.
vê o esmorecer do vermelho junto ao
cais?
as aves soçobram o tempo e
gritam:
domingo, 18 de novembro de 2012
tenho o sintoma das gaivotas
trazem com as ondas
a inevitável diferença entre
o assombro e a sublime experiência do infinito
carrego de instante os bolsos
onde as minhas mãos trafegam
- não sem ardor -
pelas linhas do teu mar
agora, observe.
vê o esmorecer do vermelho junto ao cais?
agosto não é mais como queríamos
as aves soçobram o tempo e
dizem:
vem.
trazem com as ondas
a inevitável diferença entre
o assombro e a sublime experiência do infinito
carrego de instante os bolsos
onde as minhas mãos trafegam
- não sem ardor -
pelas linhas do teu mar
agora, observe.
vê o esmorecer do vermelho junto ao cais?
agosto não é mais como queríamos
as aves soçobram o tempo e
dizem:
vem.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
estou em dias de agonia. corro e ardo, jogando os braços contra a parede à espera de. não há azul, não há azul, não há azul - seria o maremoto se anunciando? creio que não: creio ser, afinal, mais do mesmo. círculos em torno do amarelo-ocre, o espaldar de um mil novecentos e setenta e sete. atraso-me por não conseguir levantar: a rua arrefece enquanto as mãos, nuas, reconstruem o oceano. de todas as janelas, as vermelhas. tenho saudades de ricardo, o que percorreu estradas - gostava de tocar a sua liberdade. não, poesia não se faz com o fígado. poesia arranca - e não há garganta que a faça parar.
domingo, 4 de novembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
de repente arrepender-se por ser assim: constante ebulição, lençol pelo avesso, cinema de garagem. pássaros infinitos em revoada pelo quarto.
de repente não arrepender-se por ser assim mas abrir uma fresta de vez em quando para observar o tráfego. os carros bailarinas no espaço
dormi com a sua doçura sour ontem quando estive a um passo de enlouquecer
e daquelas três fotos guardadas em papel pardo para fingirem tom abaixo do normal, já não me reconheço mais, tão brancas as pernas
se fosse para buscar uma palavra, resgataria aquele rasgo de amarelo das tuas retinas quando com medo
para afastar a reza
para aproximar o vento
para acalmar o coração inquieto
de repente não arrepender-se por ser assim mas abrir uma fresta de vez em quando para observar o tráfego. os carros bailarinas no espaço
dormi com a sua doçura sour ontem quando estive a um passo de enlouquecer
e daquelas três fotos guardadas em papel pardo para fingirem tom abaixo do normal, já não me reconheço mais, tão brancas as pernas
se fosse para buscar uma palavra, resgataria aquele rasgo de amarelo das tuas retinas quando com medo
para afastar a reza
para aproximar o vento
para acalmar o coração inquieto
quinta-feira, 19 de julho de 2012
talvez seja o frio de são sebastião
talvez por ter voltado a fumar
talvez esse anel inquieto no anular
talvez o pina (que me secou as palavras
talvez o azulzyness (propriedade do azul em se espalhar
talvez o ano, estranho esse (segue a rebentar
talvez por isso ainda insisto
nesse sorriso
nessa tempestade
acreditando (mais dia menos dia
desagüo nesse mar
talvez por ter voltado a fumar
talvez esse anel inquieto no anular
talvez o pina (que me secou as palavras
talvez o azulzyness (propriedade do azul em se espalhar
talvez o ano, estranho esse (segue a rebentar
talvez por isso ainda insisto
nesse sorriso
nessa tempestade
acreditando (mais dia menos dia
desagüo nesse mar
Assinar:
Postagens (Atom)