sexta-feira, 15 de agosto de 2008

não foi nada daquilo, só ando na minha - preferencialmente na cama branca -, esses gatos, esses livros.

a saudade.

de tudo. para todos.

domingo, 10 de agosto de 2008

você me perguntou tantas coisas, muitas coisas
falou sobre a minha raiva
mordendo pedaços de tabaco, queria cuspir
mas
-não tinha coragem.
ihhh, falei demais.
tentei te explicar a intensidade da minha saliva,
mas não, você não quis ouvir
-isso não é bonito, tentou argumentar
-eu gosto da normalidade

ah

poxa

estava tudo indo tão bem.

ignorei o comentário, acendi outro cigarro
começava a chover na janela do rio de janeiro
pequenas gotas de sexo
ilusão
cinismo
e solidão.
você não entende meus poemas, considera todos muito bonitos
mas alguns não foram feitos pela beleza
são feios e sangram
como
-você não vê isso?

tec tec tec
o gato brinca com uma caneta
vermelho virou o quarto
pintada de cinza está a cama
arte conceitual?
você detesta
qualquer
tipo
de
arte
que não seja aquela de tempos imemoriais

uma aspirina repousa suavemente na mesa de cabeceira
sei do seu desejo por ela
e conheço a dor
mas sabe com o que eu sonhei ontem?
uma festa
(ou foi hoje?)
foi ontem, definitivamente ontem

uma festa enorme
numa casa enorme
com balões enormes
e grandes copos de coragem líquida

como em alice,
tudo era muito grande
até os meus sapatos, que invadiram o salão
e eu dançava
dançava
e ria
e gritava
alucinada
anestesiada
capaz
de me divertir
- de ser
alguém
sem
- você.
fui ver batman pela décima-terceira vez, e não por um senso de obra-prima ou o que seja, mas além do fato de levar um amigo ao cinema, um ponto específico da minha tese sobre o nolan tinha que ser provado empiricamente.

o nolan é um obssessivo. como todo grande diretor. que persegue um único assunto - nunca encontra uma resposta, obviamente, porque se encontrasse, adeus grande diretor -, em toda a sua obra. hitchcock é o medo, scorsese é a fé, tarantino é o passado (e mais especificamente, a adolescência).

em todos os filmes do nolan, ele trata de um único tema apenas. dane-se frank miller, batman, warner brothers. e o ledger entrou na onda dele. por isso o coringa não é apenas criação do ledger - 50% pertencem ao nolan. até porque ele escreveu o roteiro as well.

(todo diretor obsessivo também escreve o roteiro; hitchcock trabalhava com story board, o que no caso dele, substitui o roteiro, visto que ele pegava umas histórias chinfrins, uns livros ruins para caralho, extraía o medo, colocava uns passáros na grade - panz!)

se o próximo filme for realmente o do pingüim/charada, vai ser muito fácil. pela própria HQ, os dois já são esquizofrênicos.

(aí você vem e me fala - mas na HQ, o Coringa também era louco! eu te respondo - no de 89, Tim Burton, o Coringa do Nicholson não era louco. era um criminoso, bandido, sagaz, esperto, irônico - charmoso. o Coringa de Ledger/Nolan está no limite entre o sadomasoquismo, o niilismo e a loucura.)

sábado, 9 de agosto de 2008

da minha janela ouço o tiroteio e penso que preciso de veneno, veneno, e chega de aspirinas.

domingo, 3 de agosto de 2008

eu queria dizer quando liguei pra você que estava com saudade e queria que sete anos fossem reduzidos a pó, mas não saiu, porque na verdade não existia. era só ilusão.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

alguééém toma uma cerveja comigo, por favooor?

faltam quatro QUATRO dias para as aulas começarem.

vá de retro, satanás.

terça-feira, 29 de julho de 2008

quando o próximo for escrever almanaque dos anos 00, vai colocar em música que foi a década dos indies da estônia, em filmes que foi a década dos indies de hollywood - garden stante, juno, panz -, os seriados de tevê faliram porque indies não vêem tevê, a década do myspace porque indie que é que indie tem myspace, facebook e o novo concorrente do twitter.

bah, indie que é indie junta com mais 36 e faz uma banda de pa-pa-pa-pa.

quem diria, hein?

***

necessidade máxima: o novo filme do lou reed, a ópera-rock.

tipos, pra ontem.